25 junho 2018

SOLIDÃO BENFAZEJA por Sandra Schamas

Acabo de ver no jornal da manhã que nos Estados Unidos fizeram uma estatística com 20.000 americanos e criaram uma escala da solidão com pessoas de várias idades. Conforme a idade aumenta, o índice de solidão diminui.

Entre 18 e 22 anos 48,3 % sentem solidão:

Os mais jovens sentem a solidão da incompreensão, da dificuldade de estar com outros que pensem como ele e de achar que as pessoas não o conhecem como indivíduo, apesar do intenso uso das redes sociais

Com 72 anos ou mais 38,6% se sentem sós:

Os mais velhos se sentem mais próximos dos outros e sabem que têm pessoas com quem podem contar.

Os estudos dessa pesquisa relatam que a solidão e a saúde estão ligadas;

  • A solidão aumenta o estresse.
  • A atividade física e o sono diminuem a probabilidade de se sentir solidão.
  • Ter amigos, conviver com a família diminuem a sensação de se estar só.
  • Ocupar-se, sentir-se útil, ser o protagonista de sua vida diminuem a solidão.
  • Mas, o mais importante é buscar o equilíbrio.
Pessoalmente sinto que necessito estar só em certos momentos, preciso desse recolhimento, desse tempo comigo para recarregar minhas energias. Que sensação incrível é se jogar no sofá para ler um bom livro ou assistir uma série na TV, depois de um interminável almoço de família! Esse ninho acolhedor que é a família nos alimenta e nutre com vários sentimentos bons. Nutre tanto que precisamos um tempo para digerir.

Quando temos decisões a tomar, nos empenhamos em algum aprendizado que julgamos importante, quando nos divertimos com nossos pares e rimos de nossas dificuldades também precisamos de um tempo para nos recuperar. 

Felizmente nos 60 + temos tempo e maturidade para entender que, com calma e perseverança podemos usufruir dessa fase interessante da vida.

Equilíbrio é tudo de bom.